Primeiras impressões da Raspberry Pi

Olá outra vez! Há uns dias atrás diz uma publicação acerca da placa Raspberry Pi que recebi recentemente pelo correio. Nessa publicação apenas fiz uma breve descrição da placa uma vez que na altura não tive tempo de a testar. Ainda nãp tenho muito para dizer mas finalmente testei-a e vou partilhar as minhas impressões acerca da placa.
 
Ambiente de trabalho da Raspberry Pi

Então… a primeira coisa a fazer foi fazer download da imagem da distribuição Debian Squeeze aqui e instalá-lo num cartão SD. O cartão SD que usei era um cartão de 4GB, classe 4 da Emtec e apesar de eu ter obtido alguns erros no processo de boot, funcionou (pelo que li pode estar relacionado com a qualidade do cartão). O processo que usei para configurar o cartão SD foi o seguinte (podem ver os tutoriais completos para Windows, Linux e Mac aqui):
 
  1. Fazer download do ficheiro zip que contem a imagem a partir de um mirror ou torrent
    http://www.raspberrypi.org/downloads
  2. Verificar se a hash key do ficheiro zip é a mesma mostrada na página de downloads (opcional). Assumindo que o ficheiro .zip é colocado na pasta home (~/), executar no terminal:
    sha1sum ~/debian6-19-04-2012.zip

    Isto irá imprimir um número hexadecimal bastante longo que deverá ser igual à linha “SHA-1” para a imagem de cartão SD que foi descarregada.

  3. Extrair a imagem com o seguinte comando:

    unzip ~/debian6-19-04-2012.zip
  4. Executar df para ver que dispositivos estão montados
  5. Colocar o cartão SD no leitor de cartões
  6. Executar df novamente. O dispositivo que não foi apresentado da primeira vez é o cartão SD. A coluna da esquerda apresenta o nome do cartão SD. O cartão será apresentado como algo do género “/dev/mmcblk0p1” ou “/dev/sdd1”. A última parte (“p1” ou “1”, respectivamente) é o número da partição, mas será necessário escrever no cartão SD inteiro, não apenas numa partição, pelo que será necessário remover essa parte do nome (obtendo, por exemplo “/dev/mmcblk0” ou “/dev/sdd”) como o nome que representa o cartão SD inteiro. É de notar que o cartão SD pode aparecer mais de uma vez na lista impressa pelo df: irá acontecer, por exemplo, se já tiver sido gravada uma imagem para a Raspberry Pi no cartão SD, pois as imagens para a RPi têm mais do que uma partição.
  7. Agora que já se sabe o nome do cartão SD, é necessário fazer a desmontagem do mesmo de modo que os ficheiros não possam ser lidos ou escritos enquanto a imagem está a ser copiada para o cartão SD. Deve executar-se então o comando abaixo, substituindo “/dev/sdd1” com o nome do cartão SD previamente identificado (includindo o número da partição)

    umount /dev/sdd1

    Se o cartão SD aparecer mais do que uma vez na lista impressa pelo df devido à existência de múltiplas partições no cartão SD, deve fazer a desmontagem de todas as partições.

  8. No terminal, escrever a imagem no cartão com o seguinte comando, certificando-se que o argumento do ficheiro de entrada if= é substituído com o caminho para o ficheiro .img e o argumento “/dev/sdd” do ficheiro de saída of= é substituído com o nome correcto do dispositivo (isto é muito importante: podem arruinar o disco rígido do vosso computador se usarem o nome do dispositivo errado). Deve-se confirmar que o nome do dispositivo é o nome do cartão SD inteiro, tal como descrito acima, não apenas uma partição do mesmo (por exemplo, sdd, não sdds1 ou sddp1, ou mmcblk0, não mmcblk0p1)
    dd bs=1M if=~/debian6-19-04-2012/debian6-19-04-2012.img of=/dev/sdd

    É de notar que se não estiver com o login feito como root, terá que adicionar o prefixo sudo

  9. Remover o cartão SD do leitor, inseri-lo na Raspberry Pi, e começar a diversão 🙂
Depois de preparar o cartão, inseri-o no socket do cartão SD, liguei o cabo HDMI e alimentei a placa com o carregador do telemóvel (5V 0.7A; Li em algum sítio que 0.7A é o mínimo recomendado) e a Raspberry Pi começou a mostrar informação de arranque no LCD 😀 Após um minuto e meio no arranque, entrou em modo de linha de comandos e pediu um nome de utilizador (pi) e uma password (raspberry). Uma vez que queria entrar em modo gráfico apenas escrevi “startx” e comecei o interface gráfico LXDE. Uma das primeiras coisas que tive de fazer foi mudar o locale para obter o layout do teclado português. Para mudar o locale abri o terminal e escrevi:
sudo nano /etc/default/keyboard
De seguida tive que procurar pelo tipo uk, mudá-lo para pt, gravar e sair. Depois inseri o seguinte comando no terminal:
sudo dpkg-reconfigure locales
Por fim, tive que escolher o locale que desejava (pt_PT) e reiniciar a RasPi.
 
A velocidade do sistema operativo é bastante aceitável e apesar de demorar algum tempo para abrir alguns programas surpreendeu-me de uma forma positiva uma vez que estava à espera de um desempenho pior, tendo em conta as suas especificações. Os IDEs de desenvolvimento que vêm incluídas com a imagem do Debian Squeeze demoram algum tempo a abrir mas correm normalmente a partir do momento em que estão abertos. Também experimentei o Scratch e abriu suficientemente depressa e correu quase tão bem como no meu portátil. 😀
 
Após este primeiro teste, fiquei bastante satisfeito e seguramente penso que as RasPi é uma placa muito bem planeada e desenhada e irá certamente mudar o mundo. Apesar de ter sido desenhada a pensar na educação, não só preenche todos os requisitos para atingir os seus objectivos como também pode ser usada noutras áreas como electrónica, robótica, redes, etc.
 
Como um último comentário, arranjem uma assim que puderem 🙂 Não se irão arrepender e estarão a ajudar a fundação Raspberry Pi a melhorar a educação de milhares de crianças por todo o mundo. Parabéns à fundação Raspberry Pi e a todos os que desenvolveram este computador inovador! 🙂

 Raspberry Pi com cartão SD com Debian Squeeze instalado 


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